• Eterno Inconformado
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  • 11 de jun de 2018

    #216. Pareidolia

    Encontre a tristeza escondida em minha face, digo eu, a criança que não deveria ter nascido. Aquele desejo de viver intensamente encontra-se enlutado em um coração fechado para balanço. Viver teria sentido se eu tivesse sentido o que é o amor, e se ele não foi homeopático, a morte está sendo.

    São nessas horas que penso que o frio fez parte de mim, ainda que por um instante. Externar o interno não é para os fracos, admito. A quem faz de determinados problemas, pequenos poemas, se importe como se você não fosse importante.

    Opto por minha loucura frente àqueles que se dizem sãos. Não saber onde minha cabeça está me dá sanidade e ciência do que vejo, digo e ouço. Prefiro que não tenham informações do que deixar que façam suposições com o pouco que têm.

    Sim, é claro que Jesus me ama! Estou sob Seus cuidados. E por favor, não tente me transformar em alguém normal, porque não dá! DNA saturado carregado de intensidade redunda em adoração e difusão de Sua graça. Deus te mostrou isso, logo já sei o que Ele quer de mim.

    Pareidolia em nuvens

    Parágrafo 2º - Estratos:

    A impressão digital que tive de você foi a mesma que tive quando toquei tuas mãos pela primeira vez, entretanto aproximar-me nos afastou. Você pode até não escapar de minhas orações, mas, sinto que de minhas mãos já escorreu. Galhos quebrados, gálio em minhas mãos. Mãos que, certamente, não deixarão que as flores gerem mais frutos, quando já não é mais possível cortar pela raiz.

    Problema não é sonhar, e, sim, criar expectativas. Em outras estações, seria fácil dizer que sou a sombra que te persegue (você é meu mistério e eu quero te descobrir), mas a revisão ganhou outro sentido após as ressignificações não dos "quandos", e, sim, dos "ondes" e "com quem". Se não te conto, você faz parte do conto e desse romance nada romântico, o que quero é não querer.

    Parágrafo 3º - Cúmulos:

    O que te aflige? O que você é capaz de aprender (o que Deus pode te ensinar) com uma fé frustrada e com os soluços presos? São várias opiniões, mas ouça a voz do Senhor. Pare de falar de tristeza e de morte (encontre o equilíbrio), afinal a boca fala do que o coração está cheio. Em certos casos, agir pela razão é duvidar de Deus, mesmo pensando você que usar a fé é loucura. Só volte se for para buscar o que se perdeu. Do contrário, avance: fé é prever que o Senhor vai prover.

    Continue orando mesmo quando, aos teus olhos, nada está a acontecer. Em meio ao embargo das lágrimas com adoração, acalme-se não pelo que você fez, mas por quem está contigo e pelo que Ele fará segundo Seu querer; sim, Ele que sempre nos escuta e nos enxerga. Afinal, não somos daqueles que recuam com medo, mas aqueles que se jogam e encaram tudo de frente sem temer as colisões que poderão te deixar em estado de coma. Aqui, o importante é se jogar mesmo!

    Parágrafo 4º - Nimbos:

    Determinadas feridas podem abrir um desencadear sem precedentes e isso não é bom. Um erro cometido inúmeras vezes nunca se tornará um acerto. Os demônios criados esperavam pelo dia em que o Eterno Inconformado se conformaria. Havia outras opções pela Ratolândia quando o mal, supostamente, não lhe incomodaria mais (ou melhor pior, não lhe causaria mais incômodo).

    Para escrever teus objetivos, você precisa, de cara, conhecê-los. Se queres um apontador de lápis, a sala está aberta. Temos que desacelerar a gravidade, ao menos, um pouco. Sobre voltar no tempo, particularmente, temo, a menos se fosse para pausá-lo de vez em quando enquanto estivesse a caminho do Sol. Erguendo pontes entre períodos de 10 anos e construindo polimento para o futuro.

    Parágrafo 5º - Cirros:

    Sala de aula, 04/09/2002: o suicídio foi esquecido pelo amor. E por enquanto, o trabalho não está concluído. Compre uma corda colorida e chame a criança ferida para brincar. Você não está só, e, sim, Deus é bom! =]

    “...e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” – Mateus 28:20b
    Mais textos de XXIII:

    Escrito por:Vítor M. Fagundes

    Lajedinhense nato (BA), nascido em setembro de 1995, curte escrever (de textos a códigos) e fazer arte. Para Vítor, o normal é não ser normal. Acredita soberanamente na graça e que viver é pertencer a Jesus. Se encontrá-lo por aí, no mínimo, ouvirá que Deus é bom, muito bom! =]

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