• Eterno Inconformado
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  • 2 de dez de 2018

    #238. A ordem das palavras altera o produto

    Há uma diferença gritante no significado de uma frase a depender do que aparece no final. O último elemento da frase é o que dita seu contexto e a ideia que te vem à mente, principalmente quando uma conjunção coordenativa adversativa (mas, porém, todavia...) aparece, onde a tendência é de que você dê mais importância ao que aparece após o “mas”, por exemplo.

    O que te soa mais encorajador? “Vamos vencer, mas será difícil” ou “Será difícil, mas vamos vencer!”?

    Os 12 espiasPensar diferente da maioria tem os seus custos. Para quem crê em um Deus que torna o impossível possível, ser chamado de anormal ou louco é puramente normal. Observe o relato trazido entre os capítulos 13 e 14 do livro de Números:

    Deus manda Moisés enviar doze homens para espiarem a terra que Ele prometeu como herança aos filhos de Israel. Dada a ordem, os homens que Moisés chamou foram verificar a terra e o povo que nela habitava. Naquela missão, eles cortaram um cacho de uvas que precisou ser trazido por dois homens (só para você ter uma noção do quão boa a terra era) e voltaram para dar o relatório a Moisés e ao povo que os aguardavam.

    Dos doze enviados, dez disseram que, sim, a terra era muito boa (nota-se pela qualidade do cacho de uva!), mas, apesar disso, a ênfase de seus discursos ficou no povo mais forte que eles, nas cidades fortificadas que ali haviam e nas dificuldades que serviam como justificativas para que eles não alcançassem a promessa dada por Deus (Nm 13:31-33).

    Mas, ainda faltava o relato dos outros dois homens que também espiaram a terra, Calebe e Josué.

    Calebe estava tão confiante e animado que se revoltou ao ouvir demasiadas desculpas e lamúrias dos seus colegas de missão e disse: “Certamente subiremos e a possuiremos em herança; porque seguramente prevaleceremos contra ela.” (Nm 13:30)

    Josué, após acompanhar o desespero do seu povo diante do que ouviram dos outros dez espias, rasgou suas vestes ao lado de Calebe e começou a enfatizar não as dificuldades da missão, mas, com uma visão de longo alcance, pela fé, vislumbrou o prazer de alcançar a promessa: “A terra pela qual passamos a espiar é terra muito boa. Se o SENHOR se agradar de nós, então nos porá nesta terra, e no-la dará; terra que mana leite e mel. Tão-somente não sejais rebeldes contra o SENHOR, e não temais o povo dessa terra, porquanto são eles nosso pão; retirou-se deles o seu amparo, e o SENHOR é conosco; não os temais.” (Nm 14:7-10)

    “Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas.” – Eclesiastes 7:8a

    Percebeu?! Exemplos cotidianos aqui caberiam fácil, recompensas de jogos e brincadeiras... o salário do trabalhador e alguns conceitos de psicologia também, mas não precisa ir muito longe para sabermos que o melhor está no final! Enquanto isso, desfrute do processo e não tenha medo! Aquele povo, diante do relato dos outros dez espias, deu ouvidos à desesperança e, chorando aquela noite, começaram a murmurar desejando retornar ao lugar onde eles eram escravizados e sofriam (Nm 14:1-4). E é sobre esse medo de saber se estamos no caminho certo quando se está aflito que conversaremos no próximo texto!

    Fiquem na paz de Cristo, continuem subindo e até mais!
    Deus é bom e Seu amor é eterno! =]
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    Escrito por:Vítor M. Fagundes

    Lajedinhense nato (BA), nascido em setembro de 1995, curte escrever (de textos a códigos) e fazer arte. Para Vítor, o normal é não ser normal. Acredita soberanamente na graça e que viver é pertencer a Jesus. Se encontrá-lo por aí, no mínimo, ouvirá que Deus é bom, muito bom! =]

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