O que você já ouviu falar sobre términos? Certamente, a concepção mais popular de término diz respeito ao ponto em que um evento, ação ou período é interrompido de forma categórica e sem mais chance de voltar a acontecer. Sim, essa definição é real. Por outro lado, há, também, um sentido de término que aponta para um espaço/período que demarca a ocorrência entre dois eventos distintos entre si, delimitando a conclusão de um e o início de outro a ele subsequente. Nesse caso, note que houve, sim, um término, mas que, após ele, seguiu-se um intervalo que, após certo período, deu lugar a um novo começo.
Em ambos os casos, é possível perceber que nem sempre o término de algo indica, necessariamente, um cessar das consequências advindas de sua execução quando em andamento – e isso pode trazer efeitos positivos ou negativos a depender da perspectiva e da situação, embora isso não seja relevante a princípio. De toda forma, perceba que, até depois do fim, é possível que muitas coisas aconteçam, afinal eis uma das características da vida: enquanto estamos vivos, temos a oportunidade tanto de influenciar o ambiente à nossa volta quanto de sermos influenciados por ele; de encerrar determinados ciclos e começar outros. E tanto para um quanto para outro, podemos considerar nossas vivências até então e usá-las a nosso favor no novo começo. Perceba: está tudo conectado, afinal a vida é uma só; mesmo que separada por períodos e intervalos, existe nela uma continuidade.
Nesse quesito de considerar nossas vivências até então e usá-las a nosso favor naquilo que viver a se suceder, um adendo muito importante: é de muito valor considerar tudo o que te acontecia ou aconteceu após você atravessar uma ponte, viver um período de lustro – e, ainda que não esteja tudo consolidado como poderia imaginar, é muito satisfatório e de muito bom grado – ver coisas boas acontecendo, datas sendo reveladas, peças se encaixando, pessoas sendo encontradas e uma graça surreal se manifestando na beleza de cada novo dia. Assim, tome nota: é possível considerar os novos passos a serem dados sem necessariamente ignorar tudo o que te aconteceu até aqui. Sabedoria e prudência são necessárias para tal, mas nem tudo preciso recomeçar exatamente do zero.
Você pode perceber esse senso de continuidade da vida quando, em dados momentos, notar que a criatividade não cessa (e, sim, que ela continua pulsando dentro de você para que algo seja criado) ou quando sentir uma fome enorme por propósito e não querer encerrar algo definitivamente – ainda que tenha conseguido algo muito desejado ou alcançado um lugar digno de parada para descanso. Ainda assim, paradas são necessárias, visto que respirar é muito importante. Todos merecemos uma pausa; um momento secreto e profundo com aquilo que temos de mais valoroso dentro de nós mesmos para, renovados, continuarmos caminhando para algo maior do que nós mesmos e que nossos próprios pensamentos.
Nesses momentos de reserva, algo possível de te acontecer é a chegada à consciência do estalo de que você não precisa, necessariamente, chegar ao final para ter boas surpresas, mas que, agindo de pouco a pouco e dando um passo de cada vez, a serenidade pode chegar e tomar conta de um coração outrora perturbado pela pressa de viver cada dia de forma intensa, sem propósito e sem equilíbrio.
Para terminar [este texto especificamente =], deixo para você o incentivo de se expor à aprendizagem (afinal, é ela que impulsiona o desenvolvimento) e a estímulos externos, dirigindo, assim, os teus sentidos para além de você mesmo e dos limites dos teus próprios pensamentos. Reitero: é importante, sim, olhar para si próprio, todavia esse olhar se torna mais salutar quando dirigido por sentido e por propósito (que, se não sempre, na maior parte dos casos, estarão fora de nós mesmos) – tal como um olho enxergando, um lápis escrevendo ou um palito de fósforo sendo incendiado, os quais fazem com maestria aquilo que eles foram criados para fazer. Bem como quem continua subindo impulsionado pelo mesmo estilingue pazscientemente. =]

Obrigada 🥹
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